O ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu realizou, na última sexta-feira (03), a apresentação de seu livro “Memórias – Volume 1” no Espaço Belavi, em Viçosa/MG. O livro foi oficialmente lançado no dia 12/08/18, no Tucarena, espaço da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Condenado a 30 anos e nove meses de prisão pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa, Dirceu foi solto em meados de Junho de 2018, e desde então vem trabalhando na produção e divulgação de seu livro.

A apresentação de seu livro foi marcado por fortes protestos contra o atual governo vigente no país e as mudanças propostas pelo presidente, Jair Bolsonaro, e sua equipe; como a Reforma da Previdência e o possível corte de gastos na educação. No entanto, o que mais chamou a atenção na noite da última sexta, foi uma pergunta feita por uma apoiadora do PT, onde ela questiona a liberdade da imprensa brasileira.

Eu posso até ser execrada aqui, mas é estratégico essa liberdade de imprensa, de mídia, hoje irrestrita? Não seria estratégico criar mecanismos para que a gente não tenha de novo eleições feitas por mensagem de whatsapp com qualquer coisa sendo veiculada? Talvez seja estratégico pensar numa forma de mediar esse diálogo entre o que sai da mídia e o que chega na população, ou criar uma mídia de esquerda, como Chavez já propôs.


Disse a apoiadora do Partido Trabalhista

Em resposta a pergunta, José Dirceu afirmou que essa questão é difícil de ser debatido.

“É algo complicado, mas felizmente, a internet tem quebrado o monopólio existente na mídia, que claramente, tem tomado partido atualmente, como fizeram com o Fernando Henrique e o Collor, e que tolerou o Bolsonaro em 2018, e agora estão pagando por isso. Mas que de maneira nenhuma é plausível a defesa da censura, e sim a defesa da lei, que prega uma mídia democrática, sem partido.”

Vale ressaltar que a o Brasil ocupa a 105° posição no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, numa lista que continha 180 países.