O Brasil inteiro tem acompanhado nas últimas semanas o drama vivido pela região litorânea do nordeste brasileiro em relação às manchas de óleo que assolam a região. Sem uma conclusão concreta sobre o motivo do vazamento e de ondem veio, voluntários da região buscam diariamente limpar, na medida do possível, os locais afetados.

Diante de todos os fatos ocorridos, uma tecnologia desenvolvida no Laboratório de Biotecnologia e Biodiversidade para o Meio Ambiente, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), pode ser fundamental no combate contra o que já e considerado o maior desastre ambiental do litoral do pais em termos de extensão, e ajudar a eliminar o óleo que se espalha por mais de dois mil quilômetros da costa brasileira.

Por mais que seja impossível reverter os danos já causados, ainda é possível impedir que eles aumentem ainda mais e, segundo o professor Marcos Rogério Tótola, coordenador do Laboratório da UFV, a solução mais eficaz estaria na biodegradação, ou seja, na desintegração das manchas por micro-organismos.

COMO FUNCIONARIA?

Para o professor Tótola, a biodegração é uma das soluções menos danosas ao meio ambiente
Foto: DTI UFV Multicampi/Divulgação

A tecnologia diz respeito a emulsões duplas compostas por água/óleo/água, que contêm nutrientes inorgânicos, gelatina, óleo vegetal e surfactantes. Ela foi pensada justamente para ser aplicada em águas oceânicas contaminadas por moléculas orgânicas hidrofóbicas (que não se misturam à água), como hidrocarbonetos do petróleo, a mesma substância que afeta o litoral nordestino.

Tal emulsão seria composta com gotículas de óleo que carregam dentro delas água fertilizada, para ser pulverizada nas manchas de petróleo sobre a água e rochas contaminadas. Por ser um material oleoso, as gotículas colam no petróleo e, como o óleo contido nelas é facilmente degradável por micro-organismos

Ou seja, caso surta o efeito necessário, ao utilizar determinados fertilizantes, nos locais corretos, seria possível a degradação do material presente no litoral do nordeste, o que impediria que o desastre se tornasse ainda maior.

Para conferir a matéria completa acerca de como tal tecnologia agiria e dos modos de pesquisa abordados pelo professor responsável e seus companheiros, acesse o site oficial da UFV em: https://www2.dti.ufv.br/noticias/scripts/exibeNoticiaMulti.php?codNot=31648&link=corpo